quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Conhecendo a Deus

Introdução

Ao longo da existência humana, o homem sempre quis conhecer a sua origem e o seu propósito. Essa busca em sua grande maioria se deu de forma errada e ineficaz. Mas, Deus pelo seu grande amor se revelou a humanidade, rasgando uma cortina de mistério trazendo respostas as nossas indagações. O homem se desviou de seu propósito original, mas Deus estendendo a sua mão nos trouxe a salvação.

1) A Bíblia Sagrada

Para conhecermos a Deus, primeiro temos de conhecer a Bíblia Sagrada, pois é a traves dela que Ele se revela à humanidade. O homem não descobriu Deus, mas Ele próprio se revelou. Está escrito que a Bíblia ilumina o caminho para Deus (Sl 119:105) e alimenta a nossa alma (Jr 15:16).

A Bíblia é uma coletânea de sessenta e seis livros escritos durante cerca de quarenta séculos. Durante esse período, homens inspirados por Deus, escreveram esses livros sob orientação e inspiração direta de Deus. O Senhor é o autor da Bíblia Sagrada (Jr 1:12 / Is 34:16). Alguém certa vez disse: “A Bíblia é Deus falando com o homem; é Deus falando através do homem; é Deus falando como homem; é Deus falando a favor do homem, mas é sempre Deus falando”.

Para podermos entender a Bíblia, temos que crer sem duvidar, pois a dúvida impede a compreensão das Escrituras (Jo 14:21-25), temos que amá-la e valorizá-la (Pv 2:3-5 / 1 Pd 2:2). Os teólogos mais respeitados em todo o mundo consideram a Bíblia Sagrada como a legítima Palavra de Deus. As Escrituras nos ensinam que a Palavra de Deus é viva (Hb 4:12). Jesus é o “Verbo” de Deus, a pura essência da Palavra. Observe que João escreve a palavra “Verbo” com letra inicial maiúscula (Jo 1:1)

2) Quem é Deus?

Deus é Espírito e também o Criador de todas as coisas (Gn 1:1 / Jo 4:24 / Hb 11:3). Tudo foi feito por Ele e para Ele (Rm 11:36 / Cl 1:16) e sem Ele, nada do que foi feito se fez (Jo 1.3). No versículo dois, vemos que Jesus, estava no principio com Deus. Ele é a própria vida. Isso revela que na criação, quando Deus falava “Haja”, o próprio Senhor Jesus entrava em ação e fazia as coisas acontecerem (Gn 1:3). Por isso afirmamos que a Palavra de Deus é viva (Jo 6:63).

Os atributos de DEUS revelam algumas de suas características que não são encontradas em nenhum outro ser:

Soberano: Deus é o supremo Senhor, o verdadeiro dono de tudo.
Eterno: Sem princípio e sem fim. Sempre existiu e sempre existirá.
Onisciente: Sabe e conhece todas as coisas.
Onipresente: Está em todos os lugares ao mesmo tempo.
Onipotente: É o único que pode todas as coisas (todo poderoso).
Imutável: Os céus e a terra passarão, mas as suas palavras não hão de passar. Deus não muda a sua opinião através dos séculos. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Ml 3:6).

Deus é o “Criador” de todas as coisas (Gn 1:1) e tudo mais, seja físico ou espiritual, são obras de suas poderosas mãos. Nada surgiu por obra do acaso ou da evolução, tudo que existe partiu de algo e o ponto de partida de todas as coisas foi o próprio Deus, a fonte da vida dentro e fora do universo. Deus é Senhor de tudo!

3) A Trindade

O nosso Deus é trino, ou seja, três em um. A Trindade é composta pelo Pai (Jeová), Filho (Jesus) e o Espírito Santo. São três pessoas diferentes, mas juntos se completam. Só existe um Deus, um só Senhor e uma só fé (Ef 4:4-6), não existem três Deuses. Jesus certa vez disse: “Eu e o Pai, somos um (Jo 10:30)” e outra vez disse “quem vê a Mim, vê o Pai (Jo 14:9)”. Observe esta declaração: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” João 14:6.

1º Exemplo: O ouro pode ser dividido em três partes iguais, que mesmo assim continuará sendo ouro. Serão três partes diferentes da mesma substância.

2º Exemplo: Em uma sala de aula cheia de alunos, quantas humanidades existem ali? Apenas uma, porém cada aluno é uma pessoa diferente.

O Pai é Deus (2 Sm 7:22), Jesus é Deus (Hb 1:8 / Fp 2:11) e o Espírito Santo é Deus (Jó 33:4 / I Co 2:11). Observe em Números 6:22-27, na bênção sacerdotal, que ali o pronome “Senhor” é mencionado três vezes. Em Gênesis capítulo 1, vemos o Espírito de Deus (v.2), o Pai e a Palavra (v3) e o plural no versículo 26 “façamos” o homem conforme a “nossa” imagem e semelhança. A grande polêmica em torno da “Trindade Divina” é somente porque a palavra trindade não está escrita na Bíblia Sagrada. Mas, não é porque a palavra trindade não esteja escrita que a Trindade Divina não exista de fato. Acrescenta-se a tudo isso que a palavra trindade não era comum no tempo em que a Bíblia foi escrita. Enfim, o mistério da trindade divina é algo que compreenderemos plenamente na eternidade quando os mistérios nos serão revelados.

4) O amor de Deus

A Bíblia nos ensina que Deus é amor (I Jo 4:8). Deus nos ama de forma incondicional. Em Efésios 3:19 Paulo diz que o amor divino é tão imenso, que “excede a todo o entendimento” e João escreve que “quem não ama não conhece a Deus”. Porque se somos filhos de Deus, devemos aprender a amar a Deus e ao próximo. Quando aceitamos a Cristo, somos feitos nova criatura, gerados diretamente de Deus. Voltamos a ser a imagem e semelhança de Deus. E como nascidos de Deus, devemos amar.

Deus não é arrogante, sanguinário e nem oferece o inferno a ninguém, mas antes nos oferece o perdão, a salvação e o céu. Ele nos deu o “livre-arbítrio” (o direito de escolha). Tudo depende da nossa escolha, ou escolhemos servir e desfrutarmos de uma intima comunhão com Deus ou então seguimos com os nossos próprios pés para o abismo no tormento eterno. Lembre-se que Deus gostava de conversar com Adão todos os dias no Éden (Gn 2:19). Jesus disse: “não vos chamo mais de servos, mas de amigos (Jo 15:15)”. E por tanto nos amar, foi que Deus enviou o seu Filho Jesus ao mundo (Rm 5:8). Deus é Pai daqueles que o reconhecem como Pai aceitando o sacrifício do seu Filho Jesus na cruz do calvário, deixando para traz toda a corrupção e engano deste mundo (Jo 1:11-12), porém aquele que não crer que Jesus é a Verdade e a Vida (Jo 14:6) tem por pai o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:41-44).

5) O caráter de Deus

Deus é justo, santo e fiel. Ele não suporta o pecado, mas ama o pecador. Quem deseja andar com Deus, precisa abrir mão da corrupção do mundo e com a ajuda do Espírito Santo, mudar o modo de viver e de se relacionar com tudo e todos. Deus levará para si um povo santo, especial, zeloso e de boas obras (Tito 2:14).

Conclusão

O Deus Todo-Poderoso é real, o seu conhecimento é vastíssimo e quanto mais avança a ciência, mais se revela que a natureza segue leis, que o universo não é um caos e que tudo tem um propósito definido (Rm 1:20). Alguém criou tudo isso e definiu regras, e não fomos nós e nem o acaso. Só nos resta então pela fé acreditar na Bíblia Sagrada quando fala sobre um Ser Supremo, Criador de todas as coisas. Tudo isso é a glória de Deus, profetizada por Isaías (Is 11:9).

O pecado e a salvação

Introdução

Nesta lição vamos abordar um assunto tão complexo e de compreensão vital para a fé cristã: o pecado. Vamos falar sobre o pecado, sua origem, suas consequências e o plano de salvação de Deus para a humanidade. Abordarei de um modo simples e objetivo.

1. O que é o pecado?

O pecado é a falta de conformidade com a lei de Deus, em estado, disposição ou conduta. O pecado atinge toda a humanidade desde Adão (Gn 3; Rm 5:12). A recompensa do pecado é a morte física e o aprisionamento eterno (Rm 6:23). A palavra pecado tem origem no vocábulo grego “imartia”, que significa “errar o alvo”. O objetivo da humanidade é servir, agradar e louvar a Deus, pois para a sua glória é que foi criada (Rm 11:36).

2. Qual a origem do pecado?

O pecado teve origem no céu. Como vimos na lição anterior, todos os seres celestiais são criaturas (anjos, querubins, serafins, arcanjos e etc.) e havia um querubim formoso, forte, que comandava as estrelas do céu e servia diante de Deus, chamado Lúcifer (Ez 28:11-16). Um dia desejou ser semelhante ao Altíssimo (Is 14:14) e convenceu uma terça parte dos anjos (Ap 12:4). Ele quis ser igual ao Criador, mas era apenas criatura. Deus o julgou e o lançou dos céus abaixo, o qual caiu como um raio na terra e todos os anjos rebeldes também foram expulsos (Is 14:11-15).

Em Gênesis 3:1-5 Lúcifer falou com Eva através da serpente. O homem foi tentado no Paraíso e desobedeceu por que quis ser igual a Deus (Gn 3:5). Mas, Deus dissera a Adão que ele poderia comer do fruto das árvores do Jardim do Éden, menos de uma (Gn 2:16-17): da Ciência do Bem e do Mal. Deus fez esta proibição a Adão como um teste de fidelidade, pois ele quer que o ser humano o sirva por amor e por livre e espontânea vontade (Dt 6:5; Dt 10:12). Deus nos deu liberdade de escolha (livre arbítrio) assim como dera aos anjos. Ninguém é obrigado a servir a Deus. Só existe dois caminhos (Mt 7:13-14; Jl 3:14, Js 24:15), duas opções: uma leva ao céu (Jo 14:6) e o outra ao inferno (Rm 6.23). Todos nós já nascemos debaixo do pecado (Sl 51:5; Rm 3:23) e precisamos de salvação. A Bíblia relata alguns tipos de pecado (Pv.6:16-19; Gl 5:19; Sl 15; Rm 1:18-32; Ap 22:15 e etc).

3. As consequências do pecado

O pecado nos afasta de Deus (Is 59:2) e nos mata espiritualmente (Rm 6:23). Jesus certa vez declarou: “é necessário nascer de novo” (Jo 3:3,7). Jesus veio nos trazer vida e vida em abundância (Jo 10:10; Jo 11:25). Por causa do pecado, morremos e perdemos a comunhão com Deus. O homem precisava desesperadamente de um Salvador que corrigisse os seus passos, livrando-o do inferno e da morte eterna (Jo 14:16).

O pecado é algo levado muito a sério por Deus e quando a humanidade insiste em pecar ela atrai o juízo divino, pois todo pecado é contra Deus e como Deus é eterno a condenação também é eterna. O pecado contra um ser finito exige uma pena finita e o pecado contra um ser infinito exige uma pena infinita. O tempo da misericórdia é este, no qual Deus chama a humanidade ao arrependimento através do sacrifício de Jesus. Reflita sobre o que está escrito em João 16:7-11.

4. A promessa da Redenção

Deus ao expulsar o homem do Jardim do Éden, prometeu-lhe um Salvador (Gn 3:15) e séculos mais tarde, fez uma aliança com Abraão (Gn 12:3) dizendo-lhe que através de sua descendência viria a salvação. Era a promessa do resgate da humanidade e da reaproximação para com Deus já como filhos e herdeiros (Rm 8:17). Na aliança Abraâmica (Gn 12.3) o Senhor faz referencia a “todas as famílias da terra”, isso quer dizer: a todos os povos, línguas e nações.

5. O perdão no Antigo Testamento

Quando o homem foi expulso do Jardim do Éden, prontamente o Senhor sacrificou um animal (Gn 3:21), mostrando que o perdão é concedido mediante o sangue. Para Deus, sem derramamento de sangue não há remissão de pecados (Hb 9:22)!

Na Lei de Moisés, o perdão era concedido através de várias formas. Poderia ser pelo sacrifício de animais ou até a décima parte de um efa de flor de farinha (Lv. caps 4, 5, 6 e 7). Na maioria das vezes o perdão era obtido através do sangue de animal. Note nas referências anteriores que tinha que ser um animal perfeito para o sacrifício. O homem errava e os animais inocentes pagavam a conta. Não bastava o mal que faziam a si mesmo e aos outros, tinham de colocar a vida dos animais em risco. E o homem não se arrependia, não mudava as suas atitudes e se acostumou com o ritual transformando-o em mera formalidade, a ponto de Deus declarar não aguentar mais aqueles sacrifícios (Is 1:11; 1 Sm 15:22). Ainda hoje muitos crentes se acostumaram ao tic-tac do relógio que insiste em badalar pequei-perdão.

6. O sacrifício de Jesus

Deus olhou de cima a baixo e não viu um justo (Sl 14:2-3; Sl 53:1 / Rm 3:10-11), o mundo jazia mergulhado no pecado (Rm 3:23). Assim Deus chegou ao ponto de destruir o mundo em um dilúvio para recomeçar apenas com a família de Noé que era um homem santo. Mas a natureza humana já estava desgraçada pelo pecado. Era então necessário um grande e perfeito sacrifício, de um Cordeiro santo que através do seu sangue pudesse apagar os pecados de todos. Jesus é o Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo (Jo 1:29). Fez-se necessário o sacrifício de Jesus na cruz do calvário, para que pudéssemos ser livres da lei do pecado (Rm 6:14; 8:2) e tornássemos criaturas novas (Jo 3:1-7) nascidos de Deus (Jo 1:12-13) e para que se cumprissem as profecias. Os pecadores não tiraram a vida de Jesus; ele a entregou por nós no calvário (Jo 10:14-18).

7. O poder do Sangue de Jesus

O sangue do Cordeiro de Deus sacrificado na cruz do Calvário tem o poder de perdoar os pecados de todo àquele que reconhece Jesus como o Salvador de sua alma. Não existe mais condenação eterna para aqueles que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1). Somos declarados justos pelo sangue de Jesus (Rm 5:9; Cl 1:14; Hb 13:12). Deixamos de ser um pecador perdido para se tornar um pecador arrependido, uma nova criatura em Cristo. Com a exceção ao pecado de blasfêmia ao Espírito Santo (que é o ato de creditar algo realizado por Deus, como feito pelo diabo – Mt 12:22-32), todos os demais pecados praticados pela alma arrependida são lançados no mar do esquecimento (Is 1:18; Jr 31:34; Rm 5:20-21; Hb 8:12). Pense nisso: se Deus não quer se lembrar dos nossos pecados cometidos e perdoados, por que então iríamos querer lembrar? O velho homem morreu, a velha história foi apagada e Jesus nos deu uma vida nova.

8. Aos que olham para trás.

O desejo de Deus é que a partir do momento que o conheçamos, nunca mais olhemos para trás. Abrimos mão do pecado, do erro e de toda prática que Deus odeia das quais Jesus nos libertou. O nosso dever é prosseguir para o alvo que é Cristo, aguardando a sua volta nos céus em poder e grande glória para levar para si os seus fiéis. O escritor aos hebreus declara: “Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hb 10:38). Deus não tem prazer naquele que olha para traz e decide largar tudo o que conquistou para voltar às trevas seduzido pelos prazeres do mundo. O apóstolo João também declarou: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 João 2:15). O apóstolo Pedro comparou o cristão que se desvia do caminho do Senhor como o limpo que volta para lama igual ao cão ou porco: “Deste modo, sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito; a porca lavada, ao espojadouro de lama” (2 Pd 2:22).

Atualmente nós somos templo e casa de Deus. Antes, não éramos. Quando aceitamos a Jesus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo vieram morar em nós e limparam a casa que estava suja para que fosse habitada por eles. Veja: “Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” João 14:23; “Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós” 2 Timóteo 1:14. E quando deixamos de seguir a Jesus, eles vão embora deixando a casa vazia. Sobre isso Jesus contou algo assombroso: “E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então, diz: Voltarei para a minha casa, donde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má. disse que aquele que volta para o pecado” (Mt 12:43-45).

Portanto deixar de crer e obedecer a Jesus Cristo e a sua Palavra é cometer o pecado da apostasia e sobre isso o escritor aos Hebreus declara: “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro, e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério” (Hb 6:4-6). Há de se fazer uma diferença entre os que se desviam (desviados) do caminho do Senhor e continuam crendo nas verdades bíblicas e os que deixam de crer e negam a partir de então todas as verdades bíblicas rotulando-as como mentiras. A esses nós chamamos de apóstatas da fé.

Josué 24:15 “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”.

Graça e paz!

O batismo nas águas

Introdução

Ao aceitarmos a Jesus como nosso Salvador, morremos assim para o mundo e vivemos para Deus. Antes estávamos mortos para Deus e fomos vivificados em Jesus. Sendo assim, nasceu então uma nova criatura (2 Co 5:17). Quando um ser humano morre, rapidamente ele é enterrado. Da mesma forma quando o velho homem morre, precisa-se sepultado nas águas. É este o significado do batismo: o sepultamento do velho homem. Através do batismo o fiel cristão passa integrar oficialmente a Igreja (esta é a razão pela qual algumas Igrejas só permitem o cristão cear após o batismo nas águas).

1. Uma ordenança de Jesus

O batismo nas águas, não é um pedido, mas sim uma ordem direta de Jesus para todos os que quiserem fazer parte da Igreja e entrar nos céus (Mt 28:19-20), e deve ser realizado uma única vez (Ef 4:4-5). O batismo representa o testemunho público de arrependimento de pecados. Se o pecador reconheceu que o que fazia era algo errado e terrível aos olhos de Deus, deve então deixar para traz tudo aquilo que praticou e produzir frutos de arrependimento (Mt 3:7-8 / At 19:4 / Sl 51:10 / Pv 28:13). O batismo é para os arrependidos, para os que são nascidos de Deus, para os que deixaram para traz a vida de pecados e estão salvos em Jesus.

O batismo não tem poder de salvação, mas os salvos devem ser batizados. Se o crente esclarecido no assunto, livre e desimpedido recusar o batismo, é um indício de não querer assumir um compromisso real com Deus (1 Sm 2:30). Ele ainda está apegado aos prazeres do mundo e não deseja abrir mão disso, provando assim que ainda não foi liberto (Jo 8:36). Comporta-se como a mulher de Ló que estava com o seu coração preso a Sodoma e a Gomorra, e por isso ficou para trás (Gn 19:26). Devemos, pois cortar todo o laço com o mundo e abraçar a Jesus. “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2:15). O batismo é necessário para o verdadeiro cristão. Precisamos ter em mente que somos cidadão dos céus e que estamos nesta terra de passagem. Somos peregrinos em terra estranha e não podemos nos apegar a este mundo, pois corremos o risco de se estabelecer nele. Leia o capítulo 11 de Hebreus.

2. Tipos de Batismo

a) Imersão – É o tipo de batismo em que a pessoa é submersa nas águas o que representa o sepultamento do velho homem (Cl 2:12). Foi esse o tipo de batismo realizado por Jesus e seus discípulos (Mt 3:13-16 / Jo 4:1-2 / Jo 3:22). O batismo pode ser realizado no rio, no mar, na piscina, na lagoa, cachoeira e etc. Desde que haja o ajuntamento de águas suficiente para mergulhar uma pessoa por inteiro.

b) Aspersão – Consiste em aspergir (respingar ou derramar) um pouco de água sobre a cabeça do indivíduo. Algumas Igrejas adotam esse tipo de batismo, embora não há base bíblica para isso. Comumente é aplicado em pessoas muito enfermas no leito de morte ou que estão impossibilitadas de se locomoverem. Algumas Igrejas fazem deste tipo a sua forma principal de batismo nas águas e não apenas como um último recurso em situações extremas (Tem que se respeitar!).

3. Idade para se batizar

Não existe idade ideal para ser batizado, pois o batismo é para a pessoa que tem plena consciência dos seus pecados, que está profundamente arrependida dos mesmos e decidida a não mais cometê-los. Porém uma criança não tem conhecimento das consequências dos seus atos por viver no período da inocência. Recomendamos que seja a partir dos 12 anos, observando que o batismo é um ato consciente, voluntário, de amor e fé.

4. Em quais nomes devemos ser batizados

Jesus ordenou que batizássemos todos os crentes em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28:19). Se algum cristão foi batizado em nome da Trindade, este batismo é válido, independente da denominação evangélica pela qual foi batizado. Porém se foi batizado em nome de uma ou duas pessoas da Trindade, somente, então deverá ser batizado novamente em nome da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), independente da denominação evangélica pela qual foi batizado.

5. O grande juramento

Para passarmos pelas águas, precisamos apresentar “frutos de arrependimento” (Mt 3:7-8). O cristão precisa estar liberto dos pecados (vícios e costumes do velho homem), precisa alcançar da Igreja o testemunho de que nova criatura é. Se a Igreja testificar de que este crente está liberto, então poderá passar pelas águas, caso contrário terá de aguardar o próximo batismo fazendo por onde alcançar o testemunho de aprovação da Igreja.

Desta parte do texto em diante tudo descrito aqui se aplica apenas à Igreja Comunidade Evangélica Céu dos Céus-RJ. Este procedimento muda de Igreja para Igreja e neste caso recomendo consultar as normas da Igreja da qual deseja fazer parte.


No dia do batismo, já nas águas, serão feitas duas perguntas (juramento):

a) O irmão está disposto a seguir a doutrina da Igreja e a obedecer ao teu pastor? A resposta deverá ser SIM. Qualquer resposta fora disso elimina o candidato.

b) O irmão crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus que veio ao mundo e morreu na cruz para te salvar? A resposta deverá ser CREIO. Qualquer resposta fora disso elimina o candidato.

O pastor oficiante declarará: Irmão (fulano de tal) segundo a tua confissão seja batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito santo.

A partir do juramento e do batismo nas águas, o novo crente terá direitos e deveres com a Igreja, tornando-se um membro ativo da comunidade cristã. Estará sujeito a todos os benefícios de um membro como também a todas as punições descritas no regimento e estatuto da Igreja, caso venha a desonrar o bom nome de Jesus.

6. São direitos dos membros

a) Participar das atividades da Igreja;
b) Participar das reuniões gerais, com direito ao uso da palavra e ao exercício do voto;
c) Participar dos cultos, celebrações, eventos e demais atividades promovidas pela Igreja;
d) Receber assistência espiritual da Igreja.

7. São deveres dos membros:

a) Manter uma conduta compatível com os princípios éticos, morais e espirituais de acordo com os ensinos da Bíblia Sagrada;
b) Exercitar os dons e talentos de que são dotados e contribuir com dízimos e ofertas, para que a Igreja atinja seus objetivos e cumpra sua missão;
c) Exercer, com zelo e dedicação, os cargos para os quais forem eleitos.

8. Penalidades e Advertências

Perderá a condição de membro da Igreja aquele que for desligado, pelo pastor presidente:
a) Se infringir os princípios éticos, morais e da boa conduta, defendidos pela Igreja, com fundamento nas Sagradas Escrituras;
b) Defender e professar doutrinas ou práticas que contrariem a Declaração Doutrinária da Igreja;
c) Ausentar-se dos cultos e deixar de participar das atividades eclesiásticas, por tempo julgado suficiente para caracterizar abandono e desinteresse pela Igreja e a obra que realiza.

Todo membro da Igreja terá amplo direito a defesa.

Lembre-se de que Deus exige do seu povo santidade (1 Ts 3:13 / Lv 20:7 / 1 Pd 1:16).

Obs: Volto a lembrar que algumas regras quanto a membresia diferem de Igreja para Igreja. As regras acima se aplicam à Comunidade Evangélica Céu dos Céus, no Rio de Janeiro. Todas as perguntas feita aos candidatos no dia do batismo são apresentadas e discutidas durante o curso de discipulado pelo pastor. Não há surpresas!

A ceia do Senhor

Mateus 26:26-28 (Versão NTLH).

26 - Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo: Peguem e comam; isto é o meu corpo.

27 - Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, dizendo: Bebam todos vocês

28 - porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo.

A ceia do Senhor é a maior festa espiritual da Igreja, e não é os congressos, cruzadas, aniversários ou eventos diversos que se fazem nos templos e/ou fora deles. A ceia representa comunhão com o Criador, representa também a Nova Aliança entre Deus e o seu povo. Portanto participar da ceia do Senhor é confirmar os votos de fidelidade da Igreja com o seu Senhor.

A ceia do Senhor é um memorial que nos serve para lembrarmos a Nova Aliança, do sofrimento de Jesus na cruz e meditar no maior legado que ele nos deixou: a nossa reconciliação com Deus, sendo novamente chamados de “filhos de Deus” (João 1:12).

É uma festa porque quando começamos a pensar nas palavras do Mestre, de que não iremos provar a morte eterna, mas ganhamos uma vida eterna com Deus nos céus e ainda iremos morar na nova Jerusalém (Ap 21:10-23), uma cidade sem igual em beleza e glória. É motivo sim de engrandecermos o nome santo do Senhor fazendo uma grande festa em agradecimento e celebração pela salvação. Também lembramos e agradecemos a Deus pelo sacrifício de Jesus Cristo, que pagou um alto preço por nós, preço que nós jamais poderemos pagar (Salmos 49:6-8). É por esses e outros tantos motivos que a Igreja se alegra, o poder de Deus se manifesta e muitos podem receber o batismo no Espírito Santo, curas e milagres.

Uma ordenança de Cristo

Cristo nos deixou duas ordenanças somente; uma foi à cerca da Ceia do Senhor e a outra a respeito do Batismo nas Águas.

Cristo é a cabeça e a Igreja o corpo de Cristo.  Faz parte da Igreja todo aquele que confessa que Jesus Cristo é o Senhor, o Filho de Deus e o único Mediador entre Deus e os homens, que se arrepende e deixa os seus pecados alcançando assim a misericórdia e o perdão do Senhor.

O pão representa a carne de Jesus e o vinho o seu sangue. Ele disse que “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.51-54). Ao comermos da carne do Senhor e bebermos do seu sangue, testificamos perante o mundo que somos um só corpo, um só espírito e compartilhamos uma só fé em Cristo Jesus.

Não participar da ceia do Senhor é negar a fé, negar a Cristo como Filho de Deus e menosprezo a mesa do Senhor. Muitos deixam de participar da ceia do Senhor por causa do pecado, quando deveriam se aproximar de Deus e se afastar do pecado. Se existe alguém que pode nos perdoar, este alguém é o Senhor e se existe algo que pode nos lavar de todo o mal, este algo é o sangue de Jesus que nos purifica de todo e qualquer pecado (1 Jo 1:7,9).

Quem está habilitado a participar da Ceia do Senhor?

Todos os salvos em Jesus podem participar da ceia, desde que estejam libertos do pecado, em comunhão com a Igreja e com a consciência tranquila. Não devem participar da ceia com as vestes sujas diante de Deus o qual tem os olhos como chama de fogo e a tudo contempla. Existem pecados que são para a morte, tais como: adultério, fornicação, prostituição, drogas, crimes em geral e etc. Pessoas com tais pecados não devem participar da Ceia, mas devem imediatamente se arrepender e deixar o seu pecado, procurar o pastor da Igreja, confessar e seguir as orientações bíblicas dadas pelo mesmo.

A Bíblia nos adverte a examinarmos a nós mesmos antes de cearmos, para não sermos condenados com o mundo. Lembre-se de que nada está oculto aos olhos do Senhor. Podemos até mesmo esconder os nossos erros dos homens, mas de Deus, jamais! Do que adianta vivermos escondidos no meio do povo de Deus e não sermos achados aptos no arrebatamento? É melhor confessarmos e recebermos o perdão do Senhor e da Igreja, do que sermos lançados no lago de fogo eterno.

Se é a nossa consciência que determina se podemos ou não participar da mesa do Senhor, isso não depende do batismo em águas ou no Espírito (este entendimento varia de Igreja para Igreja e deve ser respeitado - Consulte o teu pastor!). Lembramos que é dever de todo o crente passar pelas águas, como já foi ensinado na lição sobre o mesmo.

Como participar da mesa do Senhor?

a.    Com respeito, temor e tremor diante do Senhor;
b.    Com alegria, júbilos, ações de graças e louvor;
c.    Com oração, rogos e busca intensa pelo Espírito Santo;
d.    Se esquecendo completamente do mundo naquele instante;
e.    Pensando nas coisas que Deus preparou para aqueles que o amam.

A Páscoa

Os israelitas celebravam a páscoa com ervas amargas e pães asmos em memória da servidão no Egito e da libertação do Senhor através de Moisés. Da mesma forma a ceia do Senhor também é um memorial que nos faz recordar de que fomos libertos da escravidão do pecado por Jesus e que também iremos entrar na terra prometida, a nova Jerusalém.

Na primeira ceia o Senhor Jesus e os discípulos comeram pães asmos por ocasião de ser o período da Páscoa naqueles dias. Porém não há nenhuma ordenança no Novo Testamento para que seja a ceia do Senhor com pães asmos.

Irmão não deixe o inimigo te impedir de participar da mesa do Senhor. Examine-se, peça perdão ao Senhor se houver pecado e sendo assim participe da mesa do Senhor, com alegria na alma. Saiba que vamos entrar no céu não porque nós merecemos, mas pela graça (ora o que significa graça se não “favor imerecido”).

O cristão pode participar de quantas ceias puder durante o mês em Igrejas diferentes da mesma fé e ordem, pois não há limites. Mas ausentando-se da mesa do Senhor por mais de 90 (noventa) dias deverá se apresentar ao pastor da Igreja e se justificar.

Leia e medite I Jo 3.20-21 / 1 Co 11.23-33.

 

A Santificação do crente

A santificação é um processo lento, gradativo e constante, realizado pelo Espírito Santo na vida do crente. Nas duas primeiras lições deste curso, aprendemos que o homem foi feito a imagem e semelhança (caráter) de Deus e que perdeu esta identidade quando pecou, passando a ser a imagem do pecado. Deus quer que voltemos a ser a sua imagem e semelhança. Isso exige uma reeducação de caráter e de princípios, teremos de brigar contra a nossa natureza que foi corrompida pelo vírus do pecado que habita em nós. Está é a pior guerra para o homem: a luta contra si mesmo.


A trindade humana

Da mesma maneira em que vimos que Deus é trino (trindade), nós, os seres humanos, somos também uma trindade formada por corpo, alma e espírito. Os animais não são uma trindade, pois são compostos de apenas corpo e alma.

O corpo veio do pó da terra e para o pó retornará (Gn 3:19). O seu papel na trindade é de escravo, não tem controle de si mesmo. O corpo é totalmente submisso e mortal.

A alma é todo o nosso sentimento. Os olhos são a janela da alma, a alma é quem controla os cinco sentidos humanos (olfato, paladar, visão, tato e audição). O corpo não sente dor, quem sente é a alma. O corpo não pode enxergar, quem enxerga através do corpo é a alma e etc. O corpo é uma espécie de cápsula da alma e do espírito. A alma é imortal e é inclinada para as coisas do mundo. Quando a Bíblia fala da morte da alma, fala no sentido espiritual (Ez 18:4).

O espírito do homem é inclinado para as coisas de Deus. Representa a razão em contrastes com as emoções da alma. O espírito tem sede de Deus, pois veio de Deus (Gn 2:7) e para Deus quer retornar. A palavra “homem” quer dizer “aquele que olha pra cima”.

Paulo escreveu que dentro dos ser humano, existem dois leões que brigam diariamente para que a sua vontade prevaleça sobre a do outro, que são a alma e o espírito. Se você fortalecer o seu espírito, ele governará a sua alma e por consequente o corpo. Você fará as coisas que agradam a Deus. Por outro lado, se você fortalecer a sua alma, ela se inclinará para o pecado e fará com que o espírito e o corpo cometam pecados maiores. Pois a Bíblia diz que o salário do pecado é a morte (Rm 6:23). Faz-se necessário que o cristão priorize urgente o seu espírito.


A regeneração

Quando aceitamos a Cristo como nosso único e suficiente Salvador, somos perdoados, lavados no sangue do Cordeiro e feitos uma nova criatura, gerados de Deus (2 Co 5:17). Como nova criatura e regenerados pelo Espírito de Deus somos santos e com acesso pleno à Deus (Tt 3:5). O Espírito de Deus trabalha em nosso interior nos ensinando que temos de abandonar a vida dissoluta do pecado e nos aproximarmos de Deus, através da santificação.

A Bíblia diz que Deus é santo e exige do seu povo santidade (Lv 20:7).

Santidade = pureza / Santo = Puro

A santificação - Uma ovelha que se perde do rebanho volta cheia de carrapicho e precisa ser tratada. O homem quando vem do mundo de pecado, chega cheio de impurezas que fica em sua lã e precisa ser limpo. Um pastor de ovelhas escova a lã, a fim de deixá-la limpa e Jesus é o bom pastor (Jo 10:14).

Existem pecados que trazemos do mundo dos quais relutamos em deixar. Às vezes o cristão os leva por anos a fio, sem querer abandoná-los. Os casos mais comuns são: vícios de um modo em geral, a mentira, a prostituição e etc. Precisamos ser diferentes do mundo, pois somos novas criaturas, por isso não podemos comportar-nos como o velho homem.

Em Apocalipse 22:11, o Senhor nos avisa: “quem é santo, santifique-se mais ainda e quem é sujo, se suje mais ainda”. Não existe meio termo, ou você deseja ser uma nova criatura ou então mergulha no pecado de vez. Entenda que o processo completo da libertação, dificilmente acontece do dia pra noite e na maioria dos casos demora-se um bom tempo. Mas o crente tem que desejar e buscar ser uma nova criatura.

Não recomendamos o abandonar dos vícios de uma só vez, mas gradativamente até que não se encontre mais nenhum vestígio do velho homem. Porem Deus e poderoso para operar uma libertação completa e imediata.

Davi certa vez perguntou ao Senhor quem habitaria no seu tabernáculo? E a resposta foi: Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração; aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo (Sl 15).

Pureza - Pureza no pensamento, no falar, no agir... Tudo é puro para os puros (Tt 1:15). Não podemos corrigir os outros se em nós há impurezas. Fique naquela palavra do mestre: “não julgueis para que não sejais julgados” (Lc 6:37 / Jo 7:24). Quem tem a responsabilidade de doutrinar a Igreja é o pastor, pois é ele quem vai responder diante de Deus pelo rebanho que lhe foi confiado (Hb 13:17).

É da vontade de Deus que o crente seja santo (1 Ts 4:3). Deus nos chamou para a santificação (I Ts 4:7 / Rm 1:7 / I Pd 1:15-16). Note que a santificação não é opcional, ela é obrigatória para aqueles que querem entrar no céu e contemplar a Deus face a face.

Deus nos santifica pela Palavra, pelo Sangue de Cristo e pelo Espírito Santo (Hb 13:12 / Sl 119:9 / Rm 15:16; 8:2 / 1 Pd 1:2).

Para muitos, ser santo em nossos dias é muito difícil, por causa da libertinagem, da sedução explicita, do explosão do erotismo ao nosso redor (seja na rua, na tv, nos rádios, nas escolas, no trabalho, na internet e até mesmo dentro dos templos), das facilidades da corrupção e etc... Mas é aí que está o x da questão, para ser santo não precisamos viver trancados ou refugiados no quarto da casa. Deus quer que demos testemunhos a este mundo de que ainda existem santos na terra, de que a Igreja santa, perfeita e imaculada de Jesus ainda está pregando o evangelho sobre a terra (Hb 11:38).

Leia e medite:

Gn 5:24 / 2 Rs 2:11 / 2 Tm 2:22 / Tg 4:7 / 1 Co 6:18 / Mt 26:41 / Hb 11 / 1 Jo 4:4 / 1 Jo 2:14.

O fruto do Espírito

Texto base: Gl 5:16-25

Chegamos numa lição que considero ser, uma das mais importantes deste curso, pois trata do caráter e da essência do cristão, da obra regenerativa que o Espírito Santo opera na vida do crente. O fruto do Espírito é mais importante que os dons espirituais, pois posso profetizar, ter revelações do alto, mas se o fruto do Espírito não estiver amadurecido em minha vida... Como uma fruta precisa crescer e amadurecer por igual, assim mesmo é o fruto do Espírito, precisa crescer e amadurecer num todo, não pode apresentar um lado maduro e outro verde.

Quando o homem aceita a Cristo, imediatamente a semente do evangelho começa a germinar e a planta tem que crescer e dar os seus frutos (Mt 3:8). O cristão é conhecido pelos seus frutos, que são os seus atos diante de Deus e dos homens. Estes frutos têm que estar bem visível a todos para que sirva de testemunho do poder de Deus. Porem, hoje, nós iremos falar de um fruto específico, o “fruto do Espírito”.

O homem quando aceita a Cristo e busca até receber o batismo no Espírito Santo, passa então a também ter os “dons espirituais”. Um crente que não é batizado no Espírito Santo, não possui os dons espirituais. Diferente do fruto do Espírito, que começa a nascer quando aceitamos a Cristo, antes até mesmo do batismo em águas ou com fogo. Em fim, todo o crente tem em sua vida o fruto do Espírito. A diferença é que na vida de uns ele amadurece rápido e em outros demora a crescer e amadurecer.

Características do Fruto do Espírito

a) Caridade (Amor) - O amor vem de Deus e é implantado na vida do crente quando da sua conversão. Pois ao nascemos de novo Cristo vem morar em nossos corações (Jo 14:23) e o apóstolo João afirma que “quem não ama não conhece a Deus” (I Jo 4:28) Um dos grandes ensinamentos de Cristo é AMAI-VOS (Mt 5:44 / Lc 6:27 / Rm 12:10 / I Pd 1:22). Da mesma forma que o amor de Deus é incondicional para conosco (Rm 5:8) devemos amar incondicionalmente a todos e se temos que imitar a Cristo em tudo (I Co 11.1), esta parte não pode ser ignorada. Leia o que o apóstolo Paulo escreveu a Igreja de Corinto, sobre o amor (I Co 13:1-7).

b) Gozo - É prazer e satisfação. Não devemos reclamar de tudo, mas devemos agradecer por tudo o que temos, que somos e o que viermos a ser. A ingratidão aliada a murmuração entristece a Deus e somos advertidos a não entristecer o Espírito de Deus que habita em nós (Ef 4:30 / I Co 10:10). Se tivermos o que comer e o que vestir estejamos contentes, pois milhões de pessoas não têm o que comer, o que vestir e um teto para se abrigar (Mt 6:25-34). Pelo evangelho insípido que alguns pregam hoje, se você não tem uma vida de fartura, prosperidade e de posses, você está errado ou em pecado. Então o que dizer do apóstolo Paulo que não tinha onde morar e sobrevivia das tendas que fazia para vender e da ajuda dos irmãos? Será que Deus tinha rejeitado o seu servo, o maior missionário depois de Cristo? Veja o que Paulo escreveu aos Filipenses (Fp 4:11-13) e aos Romanos (Rm 8:35).

c) Paz - No livro do profeta Isaías, lemos que Jesus Cristo é o Príncipe da Paz (Is 9:6). Quando aceitamos a Cristo, ele vem morar em nossos corações, nos trazendo vida em abundância e consequentemente à paz de que tanto precisamos. Não é uma paz que o mundo pode oferecer, porque segundo o mundo paz é a ausência de guerra. Com Cristo podemos enfrentar as maiores batalhas e até mesmo estarmos cercado pelos nossos mais infames inimigos que isso não irá tirar a nossa paz. A paz que Cristo dar é um estado de espírito que inunda o nosso ser, nos mostrando que Deus está no controle de nossas vidas, que não cai uma folha de uma árvore sem a permissão do Deus Pai. A vitória é certa e pertence sempre ao povo de Deus. Se Cristo está conosco, não há o que temer! Leia o que o profeta Jeremias profetizou (Jr 17:8) e veja se temos mesmo motivos para viver correndo de um lado para o outro em desespero. Certa vez Jesus orou assim: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal” (Jo 17:15 / Sl 23).

d) Longanimidade - É o mesmo que paciência e a paciência é a capacidade de sofrer ou suportar com calma e sem reclamar. A ansiedade tem destruído a vida de muitos e isso não vem de Deus (I Pd 5:7). Aprenda a esperar no Senhor e no tempo de Deus e tudo chegará ao seu devido lugar (Ec 8:6). Jó viu a sua vida ruir rapidamente, mas ele não negou a sua fé e aguardou pelo socorro divino. Algumas pessoas emprestam dinheiro a outros, ou até mesmo são fiadoras e antes mesmo da prestação vencer, já estão cobrando o dinheiro, embora o devedor sempre tenha pago em dia. Não dão tempo para o devedor respirar. O stress, a doença do tempo moderno, tem acabado com a saúde de muitos, que combinado com a ansiedade não têm tempo para esperar o desenrolar natural das coisas. Plantam de manhã e à tarde já querem colher e isso tem prejudicado muitos relacionamentos, pois querem obter resultados imediatos na vida do cônjuge, dos filhos e dos amigos. Existe coisas que estão além do nosso alcance, coisas que não nos compete fazer, tais como mudar o caráter e o modo de pensar dos outros. Ore a Deus e peça ajuda ao Espírito Santo. Olhe para o exemplo de Davi, no Salmo 40 e o que foi que o Senhor disse a Zorobabel através do profeta Zacarias? “Não por força e nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” (Zc 4:6).

e) Benignidade - Segundo o dicionário Aurélio, benigno é: suave, brando, agradável, não perigoso nem maligno. É muito bom quando temos ao nosso lado pessoas nas quais podemos confiar, confidenciar segredos, solicitar aconselhamentos e recebermos sempre uma palavra sincera e edificante. Pessoas que fazem críticas construtivas, porque sempre querem o melhor para nós e a nossa vitória passa a ser a sua vitória e etc. Todos nós podemos ser assim, pois em nossa vida temos o fruto do Espírito Santo e temos de buscar o amadurecimento espiritual. Seja uma bênção no teu circulo de amizade, na sua casa, no seu trabalho, para que venhas a ganhar o ímpio com o seu testemunho (I Tm 4:12). Deus não nos chamou para a ira e nem para a contenda, mas para espalharmos o amor de Deus que inunda os nossos corações por toda a terra.

f) Bondade - É viver praticando boas ações, é fazer o bem sem olhar a quem, é olhar sem preconceito de cor, credo ou posição social, é fazer tudo ao seu alcance para evitar ou amenizar o sofrimento dos outros. Isso é pregar o evangelho através de obras e ação social. É lutar contra a tirania, ajudar os fracos e oprimidos e defender as coisas que Deus criou. A fé sem obras é morta (Tg 2:26).

A Bíblia nos apresenta vários exemplos de bondade:
- O bom samaritano, que se compadeceu de um estranho (Lc 10:30-35);
- Davi restituiu a riqueza de Mefibosete, um aleijado (II Sm 9:3-13);
- José não retribuiu mal por mal aos seus irmãos (Gn 45);
- A recompensa dos justos quando chegarem ao céu (Mt 25:34-36).

g) Fé - É a confiança em Deus e na sua Palavra (não confunda com o dom da fé que é um dom do Espírito). Esta característica do fruto mostra que todos os verdadeiros crentes em Cristo Jesus possuem a fé dada por Deus. Uma pessoa que não tem fé, não pode crer que Deus irá trabalhar em sua vida e por consequência não recebe nada das mãos de Deus (Tg 1:5-7). A fé nos leva a obedecer a Palavra de Deus e por consequência receber o favor divino (Lc 5:4-7). Para se obter a fé, precisa-se ler, ouvir e meditar nas sagradas escrituras (Rm 10:17). Resumo, se não creres na Palavra a bênção não receberás. Mas, se creres na Palavra a bênção receberás (Mt 21:22 / Mc 11:24 / Jo 14:13-14 / Jo 15:16 / Jo 16:23).

h) Mansidão - É a qualidade de ser manso. Jesus certa vez disse: “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11:29). O Evangelho não combina com violência, Jesus poderia ter pedido ao Pai que lhe enviasse doze legiões de anjos para que o defendesse (Mt 26:53), mas preferiu usar a linguagem do amor e não a da violência. Está escrito que “os mansos herdarão a terra” (Sl 37:11 / Mt 5:5) Deus protege os mansos e peleja em seu favor (Sf 2:3 / Sl 76:9 / Is 29:19). Jesus repreendeu a Pedro quando este usou a sua espada para atacar a Malco, servo do sumo sacerdote e lhe alertou que “quem com ferro fere com ferro será ferido” (Mt 26:51-52 / Jo 18:10-11).

i) Temperança - Todos nós já ouvimos a frase: “se não é oito é oitenta”. Esta frase representa bem os dois extremos, pois bem, a vida do cristão deve ser sempre pautada pelo equilíbrio. Paulo admoesta a Timóteo para que seja “sóbrio”, moderado em tudo (II Tm 4:5). O crente não pode ser pavio curto e nem devagar quase parando, mas ter uma vida pautada na oração, na leitura bíblica, na diplomacia e no bom senso (Rm 12:8).

As obras da carne

Quem pratica as obras da carne, precisa ter um encontro com Jesus e ser liberto do pecado vil. Nós que nascemos de novo, não vivemos mais debaixo do domínio do pecado (Rm 6:14), fomos separados por Deus e para Deus, lavados no sangue do Cordeiro. Não podemos viver debaixo de condenação (Rm 8:1), porque o salário do pecado é a morte (Rm 6:23).

O Senhor levará para os céus, uma noiva sem manchas, rugas ou defeitos (Ef 5:27).
Veja algumas características das obras da carne, que é tudo aquilo que ao servo de Deus não convém praticar:
a) Prostituição: Ato ou efeito de prostituir(-se).
b) Impureza: Qualidade ou estado de impuro.
c) Lascívia: Luxúria, libidinagem, sensualidade e etc.
d) Idolatria: Amor ou paixão exagerada, excessiva e ter outros deuses.
e) Feitiçarias: Ação ou prática de feiticeiro (bruxaria).
f) Inimizades: Falta de amizade; aversão, malquerença.
g) Porfias: Competição, rivalidade, disputa, obstinação, polêmica...
h) Emulações: Sentimento que incita a igualar ou superar outrem.
i) Iras: Cólera, raiva, indignação, desejo de vingança...
j) Pelejas; Ato de pelejar, briga, contenda, desavença.
l) Dissensões: Divergência de opiniões, discrepância, contraste, oposição.
m) Heresias: Doutrina contrária ao que foi definido pela Igreja.
n) Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem.
o) Homicídios: Morte de uma pessoa praticada por outrem; assassínio.
p) Bebedices: o vício da embriagues.
q) Glutonarias: Qualidade de glutão; voracidade, edacidade, glutonia.

Lembre-se: a Palavra de Deus é para ser praticada no dia a dia.

A oração e o jejum

Mateus 21.22 E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.


1. O que é a oração e a quem deve ser endereçada a nossa oração

Oração é uma conversa. Diariamente conversamos com várias pessoas e através das palavras expressamos os nossos sentimentos, vontades, interesses e etc. Da mesma forma que conversamos com os nossos amigos, colegas de trabalhos e a nossa família, precisamos conversar com Deus, pois ele é o amigo fiel. Deus gosta de conversar com a sua criação (os seres humanos), Deus tem interesse em saber como foi o nosso dia (Gn 3:8) e preza pela nossa amizade. É bom ser amigo de Deus (Tg 2:23 / 4:4). Quando o crente ora, está falando com Deus Pai (Jeová) através de Jesus e com a ajuda do Espírito Santo. Toda oração deve ser dirigida a Deus e somente a Deus. Jesus é mediador entre o homem e Deus. Por isso toda e qualquer oração dirigida a Deus pai, deve ser em nome de Jesus. Deus não ouve oração alguma que não seja em nome de Jesus. Por exemplo: “Senhor meu Deus e Pai, venho a ti nesta oração por intermédio de Jesus...” Ao finalizar diga: “Estas são as bênçãos que te peço e já te agradeço em nome de Jesus”.


2. Objetivos na oração

Quando conversamos com alguém com o objetivo de apenas jogar conversa fora, dificilmente obteremos atenção e não seremos levados a sério. Da mesma forma quando conversamos com Deus devemos ter uma conversa sadia, equilibrada e objetiva. Devemos compartilhar o nosso sentimento com Deus, abrir o nosso coração e falar sempre a verdade (At 5:4). Se existe alguém que pode nos ouvir e nos ajudar, este alguém é o Senhor (II Cr 7:14). Devemos chegar diante de Deus com toda sinceridade e propósito no coração. Não podemos chegar diante dele, indecisos e sem saber o que realmente queremos (Tg 1:6-7 / Mt 21:22). Quando oramos falamos com Deus e se pela fé temos a certeza de que ele nos ouve, então nossas orações são respondidas (Jo 5:14-15).


3. Impedimentos à oração

Quando falamos com Deus, a nossa oração sobe até o trono da graça. E até lá chegar a oração enfrenta obstáculos poderosos (Ef 6:12 / Dn 10:12-13), por isso a Bíblia nos adverte a insistir na oração (Mt 7:7 / 1 Ts 5:17). Não devemos pedir o mal ao nosso próximo e nem vingança (Dt 32:35 / Rm 12:17 / 1 Ts 5:15), pois fomos chamados para ser uma benção (Gn 12:2), amar e perdoar os nossos inimigos (Mt 5:44) e proclamar a libertação (Is 61.1-3). Lembre-se que o Senhor é o Justo Juiz (II Tm 4:8) e o que o homem plantar irá colher (Gl 6:7). Devemos orar e vigiar (Lc 21:36 / Mt 26:41) e não provocar a ira de ninguém (Ef 6:4 / Hb 12:14 / Rm 12:8). Devemos ter fé e ousadia em nossas orações para reinvidicar as bênçãos prometidas pelo Senhor, que estão contidas na Bíblia Sagrada. Porém devemos entender a vontade soberana de Deus para as nossas vidas e que nós somos criatura e ele o Criador, nós somos servos e ele é Senhor. Não temos o direito de ofender o Criador (Ml 3:13). Devemos respeitar o tempo e a vontade de Deus para a nossa vida (Ec 3:1 / 8:6).


4. Resultados obtidos com a oração

Elias orou para que chovesse e choveu (I Rs 18:41-45). Orou também para que descesse fogo do céu e fogo desceu (I Rs 18:22-38). Orou para que o filho da viúva ressuscitasse e ressuscitou (I Rs 17:19-22). Daniel pediu a Deus a interpretação do sonho de Nabucodonosor e o Senhor o respondeu (Dn 2:17-19). Manassés implorou a Deus pela sua vida e o Senhor o livrou da morte certa (II Cr 33:11-13). Ana pediu um filho a Deus e o Senhor lhe deu vários (I Sm 1:10-11 / 2:21). Jesus na terra viveu constantemente em oração.


5. O que é o jejum

Há um ditado antigo que diz: “aonde a oração para o jejum prossegue”. O jejum é a continuidade da oração e é uma das armas que Deus colocou a disposição da Igreja. Segundo o dicionário Aurélio, jejuar é “abster-se de algo” e jejum é “abstinência total ou parcial de alimentação em certos dias...” e segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, jejum é a “Prática de não se alimentar por certo tempo (I Rs 21:9). Como prática religiosa, é voluntário, exige pureza de vida (Is 58:3-7) e exclui a exibição (Mt 6:16-18). Em ocasiões especiais a igreja, seguindo o costume judaico era convocada para jejuar (At 13:2-3; 14:23)”.


6. A necessidade do jejum

Jejuamos quando encontramos barreiras em que a nossa oração parece não ter a eficácia necessária. Situações em que a oração por si só não apresenta resultados satisfatórios. O jejum é sempre com o objetivo da santificação pessoal.


7. Tipos de jejum (relativo, parcial e absoluto).

Relativo - Abstenção de algumas “coisas” (Dn 1:5-15).
Parcial - Está escrito que Jesus teve “fome”, mas não “sede” (Mt 4.2).
Absoluto - O mais comum e usado por Moisés no Sinai (Ex 34.28) - Abstenção total de alimentos e água.


8. Resultados obtidos com o jejum

Vence Batalhas (Jz 20:26-28), expulsa legiões de demônios (Mt 17:21), ajuda a proteger vidas (Jn 3:5) e etc.


9. A poderosa combinação da fé, oração e o jejum.

Quando o crente confia no poder de Jesus e se propõe a clamar e a jejuar, ele abala os céus, a terra, o inferno estremece e Jesus é glorificado.


10. Excessos no jejum

Devemos respeitar os limites do nosso corpo e não forçá-lo em demasia provocando com isso enfermidades ou até mesmo a morte, pois Deus não aceita sacrifício de tolo e o melhor é obedecer do que sacrificar (I Sm 15:22). O jejum geralmente começa a meia noite e vai até onde o corpo aguentar. Se só tens força pra jejuar até as 10 horas da manhã, jejue e não vá até as 12 horas. O cristão não pode tratar mal o seu corpo que é templo do Espírito Santo (I Co 6:19).

A fé

Existem dois tipos de fé que são:

a) Fé natural - É a fé que todo homem possui, baseando-se em algo material. Muitos creem na qualidade do seu time diante do rival; outros porque estudaram muito acreditam que tem amplas possibilidades de passar no vestibular; outros acreditam que podem ficar ricos pelo fato de ter comprado um bilhete lotérico e por aí vai. Tudo isto é fé natural que se baseia em algo palpável.

b) Fé sobrenatural - É a fé baseada no poder e na grandeza de Deus. Quem possui a fé sobrenatural não acredita em sua força nem em seu poder, mas se apoia exclusivamente no Senhor Jesus e na força de seu poder (Ef 6:10). Esta é a fé que vamos estudar agora.

Em Hebreus 1.1 vemos algumas características da fé sobrenatural em várias versões:

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem. (RC)

Ora a fé é a substância das coisas esperadas, a prova das coisas não vistas. (TB)

A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver. (NTLH)

Ora, a fé é a certeza das coisas esperadas, a convicção das coisas não vistas (Grant)

“A fé torna real para nossa alma o mundo espiritual onde Deus é supremo. Um homem de fé tem mais certeza das coisas que ele percebe espiritualmente do que aquelas que seus olhos enxergam”. (Extraído da Bíblia Explicada)



Como se adquire a fé?

A fé se adquire ouvindo a palavra de Deus (Rm 10.17). Quanto mais se conhece a Cristo, maior se torna a fé do crente. Quem não consegue parar um momento para ouvir a palavra de Deus não pode ter a fé sobrenatural. Quando paramos para ouvir as Escrituras passamos a conhecer os milagres que o Senhor realizou, as suas promessas, a sua força e o seu poder. Tudo isso nos leva a crer ainda mais em Deus.


Alguns milagres de Jesus

1) Curou cegos (Jo 9 / Mt 11.4-5)
2) Curou mudos, surdos e gagos (Mt 9.27-33 / Mc 7.31-37)
3) Curou epiléticos (Mt 17.14-18 / Mc 9.14-29 / Lc 9.37-45)
4) Curou leprosos (Mt 8.1-4)
5) Curou um homem que tinha mão mirrada (MT 12.9-13)
6) Curou paralíticos (Mt 8.5-13 / Mt 9.1-8)
7) Curou a sogra de Pedro (Mt 8.14-17)
8) Curou uma mulher que tinha hemorragia (MT 9.20-22)
9) Expulsou demônios (Mt 8.28-34 / Mt 15.21-28)
10) Ressuscitou mortos ( Mt 9.23-26 / Jo 11.1-45)
11) Apaziguou tempestade (Mt 8.23-27)
12) Multiplicou pães e peixes (Mt 14.13-21)
13) Andou por sobre o mar (Mt 14.22-33)
14) Abençoou as criancinhas (Mt 19.13-15 / Mc 10.13-16)
15) Transformou água em vinho (Jo 2.1-11)
16) Livrou da morte certa uma mulher adúltera (Jo 8.1-11)

O Senhor Jesus deu esta autoridade a sua Igreja (Mt 10.7-80 / Mc 16.15-17)


O nome de Jesus

O nome de Jesus é o nome mais poderoso que existe (Fp 2.9-11). Temos de crer que qualquer coisa que pedimos a Deus através deste nome será concedida. Não se deve fazer nenhuma oração a Deus se não for em o nome de Jesus, pois é este o nome que nos garante a vitória.

a) Em nome de Jesus, o milagre acontece (Mc 16.17);
b) Em nome de Jesus, o inferno estremece (Mc 16.18);
c) Em nome de Jesus que as famílias são salvas (At 16.31);
d) É no nome de Jesus que está toda autoridade nos céus e na terra (Mt 28.18).


O que fazer para obter resposta na oração?

a) Devemos orar sem cessar (1 Ts 5.17);
b) Devemos perseverar em oração (Rm 12.12);
c) Estar em Cristo Jesus (Jo 15.17 / Jo 14.21);
d) Ter fé (Jo 14.21);


Conhecendo as promessas contidas na Bíblia Sagrada

A Bíblia Sagrada contem mais de mil promessas de Deus, se procurarmos conhecê-las poderemos tomar posse delas. Se o crente desconhece as promessas, como poderá reivindicá-las para si? A fé vem pelo ouvir...

Por exemplo:

a) Para os que suportam aflições (Mt 10.22 / Tg 1.12 / Tg 5.11).
b) Para os que perseveram até o fim (Jó 17.9 / Gl 6.9 / Hb 12.1 / Ap 3.11).
c) Cuidado Divino na enfermidade (Sl 41.3).
d) Consolo na presença de Deus (Is 43.2 / 2 Co 12.9).
e) Promessas aos humildes (Sl 138.6 / Is 66.2 / Lc 14.11 / Tg 4.6 / 1 Pd 5.5).
f) Promessas ao obediente (Ex 20.6; 23.22 / Dt 4.40 / I Rs 11.38 / Is 1.19).
g) O batismo no Espírito Santo (Jl 3.28-29 / At 2.17-18; 2.38; 10.45).


Para conhecer mais promessas, leia a Bíblia.

Homens e mulheres fizeram grandes coisas, confiados em Deus (Hb 11). Se você tiver fé, não importa se ela é do tamanho de um grão de mostarda, em Deus farás grandes coisas. Creia nisso, para a Glória de Deus!

Deus usa as pequenas coisas pra confundir as grandes e as fracas para confundir as fortes. Não importa a nossa força ou capacidade, o que realmente importa é a nossa fé em Jesus. Ele sim, pode todas as coisas e nele podemos tudo.

Jesus Cristo

1) A Divindade de Jesus Cristo

Jesus Cristo é a segunda pessoa da Trindade divina. Sendo Filho de Deus esteve presente na criação do mundo onde a Bíblia diz que “tudo foi feito por ele e sem ele nada do que foi feito se fez”. Portanto, ele é Deus (Jo 1:1-3,14).

Colossenses 1:16-20 (ARC):

16 porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele.
17 E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.
18 E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência,
19 porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse
20 e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.


2) Jesus Cristo no Antigo Testamento

O Senhor Jesus Cristo é citado no Antigo Testamento como o Messias prometido a Israel (Mq 5:2 / Is 9:6); como o quarto homem na fornalha (Dn 3:24-25); o homem vestido de linho visto por Daniel (Dn 12:7); um dos três seres celestiais que aparecem a Abraão, antes da destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 18); e também está presente na bênção sacerdotal (Nm 6:23-27).

3) A promessa

Quando o homem pecou no Jardim do Éden, Deus prometeu a raça humana que nasceria um (Jesus) que esmagaria (no calvário) a cabeça da serpente (o diabo) livrando assim o homem do pecado e da morte eterna (Gn 3:14-15). Também o Senhor prometeu a nação de Israel que viria ao mundo um Salvador (Messias) que restauraria todas as coisas. Veja mais promessas a respeito da vinda de Cristo (Dt 18:15,18 /Is 7:13-14 / Mt 1:23 / Jo 1:41)

4) A missão

Cristo viria ao mundo como cumprimento de uma promessa feita por Deus pela qual toda raça humana seria abençoada (Gn 12:13). Lembre-se que o homem foi feito a imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26), porem depois de pecar passou a ser a imagem e semelhança do pecado (Gn 5:3). Cristo viria nos restaurar para Deus, como filhos seus. Para isso, como cordeiro perfeito e imaculado deveria padecer pelos pecados do mundo e que através de seu sangue vertido fôssemos purificados de nossas maldades e tivéssemos os nossos pecados perdoados (Mc 9:7-13). Cristo cumpriu sua missão na cruz (Jo 19:30).

5) O seu nascimento

Cristo não nasceu fruto de uma conjunção carnal, pois teria herdado o pecado em suas veias. Está escrito que ele não pecou e nele não houve pecado (2 Co 5:21 / Hb 4:15 / 1 Pd 1:22). O rei Davi certa vez declarou: “em pecado me concebeu a minha mãe” (Sl 51:5). O rei Davi se referia ao fato de nascer no pecado, pois foi fruto de uma conjunção carnal entre seus pais. Deus escolheu e separou Maria, uma jovem pura, santa e imaculada e o Espírito Santo, em seu ventre realizou uma obra (Mt 1:20 / Lc 1:34-35) da qual nasceu Jesus 100% homem e 100% Deus.

Cristo em sua infância, aqui na terra, cumpriu todos os ditames da Lei. Foi apresentado ao sacerdote (Lc 2:27) no templo, aos oito dias de vida para ser circuncidado. Depois voltou ao templo aos doze anos e se apresentou novamente aos sacerdotes (Lc 2:42-47), pois é com esta idade que o menino israelita recita o Torá (Pentateuco) e passa desde então a ser filho da Torá (Lei). Depois permaneceu oculto dos doze aos trinta anos, pois nenhum homem pode ser “rabino” com menos de trinta anos (Lc 3:23).

6) O seu ministério

Tudo o que Cristo fez foi exemplo para nós. Antes de iniciar o seu ministério aos trinta anos de idade, foi batizado em águas por João (Lc 3:21-22) e em seguida jejuou quarenta dias e quarenta noites, no final foi tentado por Satanás e saiu-se vencedor (Lc 4:1-13). Antes de começarmos qualquer projeto, devemos consultar ao Senhor e tirarmos uns momentos em oração e consagração, não necessariamente quarenta dias, para que possamos ser bem sucedidos e resistir o mal. Cristo jejuou tanto tempo, porque a obra que iria realizar era grandiosa e muito espinhosa. A Bíblia registra apenas duas pessoas que jejuaram tanto tempo: Moisés e Cristo.

Cristo escolheu os seus discípulos, realizou muitos milagres (curou, libertou e ressuscitou), provando assim que de fato e de verdade era o autêntico Filho de Deus e recebeu testemunho de Deus, de João, de Moisés e de Abraão (Jo 5:31-47 / 8:56). Enquanto esteve na terra, anunciou o Reino dos Céus, pregou o arrependimento de pecados, ensinou sobre a necessidade de nascer de novo da água e do Espírito de Deus. Seus sermões tratavam do caráter do homem e por parábolas nos deixou grandes lições. Cristo se manifestou ao mundo para desfazer as obras de satanás (1 Jo 3:8)

Em sua trajetória ministerial, experimentou o apogeu e a fama como também a solidão e o abandono. Cristo foi rejeitado pelos seus irmãos (Jo 7:3-5), pelos de sua cidade (Lc 4:29) e por último por todo Israel (Jo 1:11). Segundo a descrição feita pelo profeta Isaías (Is 53), Cristo não tinha beleza e nem formosura, era homem de dores e experimentado no sofrimento. Embora sendo de linhagem real, da descendência de Davi, não nasceu em um palácio nem tampouco foi relacionado entre os nobres. Está escrito que ele deixou a sua glória celestial para sofrer aqui na terra por nós (Fp 2:6-11).

7) A sua morte

Ao assumir que era o Cordeiro de Deus, teve o seu nome contado entre os malfeitores. Mas a sua morte representava definitivamente a nossa redenção, pois com o seu sangue nos comprou para Deus (Ap 5:9) e todo aquele que nele crer é lhe dado o direito de ser chamado de Filho de Deus. A cortina do templo foi rasgada do auto a baixo, significando que o caminho do homem para Deus estava aberto, caminho de reconciliação que é Cristo. Era o fim da separação entre o homem e Deus!

8) A nossa vitória

Quando fisicamente Cristo morreu na cruz o seu espírito desceu ao Hades, subjugou a Satanás, tomou a chave da morte e do inferno, levou cativo o cativeiro (Sl 68:18 / Ef 4:8) e ao ressurgir bradou: “É me dado todo o poder nos céus e na terra” (Mt 28:18).


9) O fruto de seu ministério

Quando Cristo ressuscitou selou com vitória tudo aquilo que tinha ensinado aos seus discípulos. Antes tinha apenas falado, mas com a sua ressurreição provou tudo o que disse a cerca de ser o Filho de Deus e da veracidade da sua doutrina. A semente estava lançada e o fruto de seu ministério foi o surgimento da Igreja, a sua noiva, que recebeu todo o poder e autoridade para desfazer as obras de Satanás (Mc 16:15-18). A Igreja é o corpo de Cristo e está na terra para anunciar as obras de seu Senhor e ansiosamente aguarda o dia do arrebatamento em que Cristo levará para si todos os comprados pelo seu sangue, de todas as línguas, raças, tribos e nações.

O apóstolo Paulo resume bem o que significa ser um cristão autêntico, quando ele diz: “sede meus imitadores como eu também sou de Cristo” (I Co 11:1). Cristo é o nível de perfeição a ser alcançado, é o padrão a ser seguido. Todos nós temos que andar como ele andou, amar como ele amou e ser fiel a Deus até a morte (Pv 4:18 / I Jo 1:26).

Conclusão

Se Cristo não tivesse vindo a terra, morrido na cruz e ressurgisse por nós, jamais seriamos reconciliados com Deus. Porque todos nós nascemos no caminho que leva a morte eterna. Jesus veio nos dar uma nova opção e hoje podemos dizer que somos novamente filhos de Deus. "Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome" (Jo 1:12). Hoje Jesus está nos céus e intercede por nós (Mc 16:19 / Hb 7:25).

A Igreja

Introdução

Para Deus antes de Cristo vir ao mundo existia apenas dois tipos de povos: Israel e os gentios. Israel foi o povo escolhido para ser luz e levar o conhecimento de Deus para as nações. Os gentios é o conjunto de todas as nações do mundo, exceto Israel. Mas, Israel pecou, corrompeu o seu ministério e se foi atrás dos ídolos dos gentios. Então Cristo veio ao mundo e por ele nasceu um terceiro povo, chamado de Igreja, que é composta de todos aqueles que aceitam e reconhecem Cristo como Filho de Deus e Salvador do mundo, independente de serem oriundos dos gentios ou de Israel.

A Igreja é fruto do trabalho de Cristo, realizado na cruz do calvário e foi criada como luz para as nações que estão em trevas. Todos podem entrar para a Igreja, de todas as línguas, raças e nações. O próprio Senhor Jesus nos disse que este evangelho deveria ser pregado a todo o mundo e quem cresse e fosse batizado seria salvo, mas quem não cresse já estaria condenado (Mc 16.16 / Jo 3.18).

Os israelitas que aceitam a Jesus Cristo como seu Salvador (Messias), passam a integrar a Igreja do mesmo modo que um gentio. A Igreja é um povo separado das nações, não segundo a carne, mas segundo o Espírito.

A Igreja foi fundada com o propósito de anunciar o Evangelho de Salvação a todos e fazer a diferença. Foi lhe dada o poder e autoridade para operar sinais e maravilhas em nome de Jesus (Mc 16.15-18); foi lhe dada autoridade sobre os demônios; foi lhe dada autoridade sobre as enfermidades para que o nome de Jesus seja glorificado. Integrar a Igreja é integrar a um povo mais do que vencedor e que vai entrar nos céus pelas portas como vencedor.


A promessa do surgimento da Igreja

Quando o homem pecou, Deus em sua imensa sabedoria prometeu ao homem que nasceria um, que esmagaria a serpente e resgataria o homem para Deus. Portanto, a vinda do Salvador que compraria a muitos com o seu sangue já estava prevista desde o pecado do homem no Éden (Gn 3.14-15).

Deus também prometeu a um homem de fé, chamado Abraão que nele seriam benditas todas as famílias da terra. Todos que tem a fé que Abraão teve em Deus, recebem a Cristo, o seu Filho como seu Salvador e pela fé alcançam a salvação prometida. Esta aliança que Deus fez com o patriarca Abraão, é conhecida até hoje como a Aliança Abraâmica (Gn 12.3 / Gl 3.8).


O nascimento da Igreja

A Igreja nasceu no dia de Pentecostes, pois somente após o recebimento do Espírito Santo a Igreja recebeu ousadia e coragem para sair das cavernas e esconderijos para anunciar o evangelho publicamente a todos os povos e nações. Jesus semeou a Igreja, quando começou o seu ministério aqui na terra. Escolheu doze discípulos que foram os futuros líderes da Igreja (com a excessão de Judas) e durante três anos os treinou incessantemente. Porem a semente germinou no dia de Pentecostes, quando da chega do Consolador prometido.


A perseguição da Igreja

Os primeiros cristãos que viveram a primeira era da Igreja, conhecida por todos como a “Igreja primitiva”, encontraram muitas dificuldades para dar seguimento ao “ide” de Jesus Cristo. Milhares pagaram com a própria vida por tamanha ousadia e fé, exceto o apóstolo João (Ap 1.9), todos os demais discípulos de Jesus Cristo, foram martirizados em nome da fé e junto com eles milhares de outros irmãos.

Ao longo da história, a Igreja de Jesus Cristo foi implacavelmente perseguida por governos e pessoas inescrupulosas, as quais em algumas cidades conseguiram exterminar as Igrejas locais. A idade média é conhecida como o período negro da Igreja, pois acreditavam que não teria forças para prosseguir, mas ao final da idade média a Igreja ressurgiu com toda força em muitas partes do mundo.

Há relatos comprovados historicamente de milhares de cristãos sendo lançados nas arenas romanas para seremos mortos e estraçalhados por leões famintos e por gladiadores. Há relatos de perseguição implacável organizada e dirigida pela Igreja Católica com o tribunal da Inquisição e tantos outros que encontramos em livros registrados (Livros sobre a perseguição da Igreja, você encontra em livrarias evangélicas especializadas). O importante é que a Igreja sobreviveu a todos esses ataques do mal e cumpre fielmente o seu propósito.


O propósito da Igreja

A Bíblia diz que Jesus se manifestou ao mundo para desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8). E a Igreja recebeu de seu Senhor a mesma missão de se apresentar ao mundo, anunciar as boas novas de salvação a toda a criatura independente de cor, credo ou posição social e desfazer as obras do diabo (Mt 28.19 / Mc 16.15-18) . Cristo nos disse que faríamos obras maiores do que ele fez (Jo 14.12) e realmente ao longo da história temos visto Deus usar e levantar muitos servos seus com ousadia tremenda para impactar o mundo. Mas o objetivo principal é ganhar o maior numero de almas possíveis para o reino dos céus (Jo 3.16).


O caráter da Igreja

A Igreja tem o caráter de Cristo, justo correto e santo. As coisas do velho homem pereceram quando o fiel se encontrou com Jesus e agora é um novo homem nascido à imagem e a semelhança de Deus em caráter de pureza. Devemos andar como ele andou (1 Jo 2.6). Em retidão diante de Deus e dos homens, nos separando da corrupção e do pecado, sendo exemplo de boas maneiras para influenciarmos o mundo com o nosso viver (Sl 1). Jesus Cristo é o maior exemplo a ser seguido por todos (Mt 11.28-30 / Ef 4.3).


A esperança da Igreja

A maior esperança da Igreja é um dia poder encontrar-se com o seu Senhor no ares (I Ts 4.15-17) e ir morar nos céus, na nova cidade que o Senhor nos prometeu (Jo 14.1-3 / Ap 3.12 / 21.2). Lá não haverá sofrimento, tristeza ou dor, pois o Senhor enxugará de nossos olhos todas as lágrimas e seremos consolados de toda a dor aqui na terra (Ap 7.17 e 21.4).


A Igreja dos últimos dias

O Salmo 133, composto pelo rei Davi, é profético e nos mostra muito além do que normalmente podemos ver e entender numa leitura rápida. Ele contém uma revelação que conta à trajetória do nível espiritual da Igreja desde a sua fundação até os seus últimos dias. Revelação semelhante, também se encontra nas sete cartas do livro da revelação (Apocalipse).

a) O óleo precioso, descrito no verso 2, se refere à unção do Espírito Santo que foi derramada na Igreja desde a sua fundação

b) A cabeça de Arão representa os primeiros cristãos ou a Igreja primitiva. A unção que desceu sobre eles foi muito forte e em grande quantidade, resultando em grandes milagres em tão pouco tempo (At 2.43 / At 8.13 / At 19.11).

c) A unção que foi derramada na cabeça escorreu ao longo das vestes. Observe que a parte superior das vestes recebeu mais unção do que a parte inferior. Há um ditado popular entre os fiéis de que hoje Deus não opera mais como antigamente, porque os crentes também não oram mais como os antigos crentes. Resumo: mais oração, mais poder; menos oração, menos poder.

d) Pense, se a unção foi derramada na cabeça, escorreu pela barba, pelas vestes, qual foi então a quantidade que chegou à orla (bainha)? Muito pouco. Se você fizer uma experiência e derramar um copo de água na sua cabeça, irá entender o que aqui se descreve. Embora a unção hoje seja muito rara, ela ainda continua chegando aos corações daqueles crentes que buscam a face do Deus todo poderoso continuamente e através dos tais Deus continua operando. Porém, Deus prometeu um grande derramamento de unção para os últimos dias.

Hoje vivemos um tempo difícil, tempo de Filadélfia e de Laodicéia. Enquanto uns se arrastam para se manterem fiéis a Deus, outros se entregam as vaidades deste século e são dominados por ele. Acham que o material vale mais do que o espiritual, o ter mais importante que o ser (Ap 3.17-18). Lembre-se, não somos daqui, temos uma missão a cumprir e vamos cumpri-la em nome de Jesus (Hb 11.13 / Ap 2.7 / 2.17 / 3.21).

O arrebatamento da Igreja

I Tessalonicenses 4:13-18 (ARC)

13 Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.
14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele.
15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.
16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;
17 depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.


O arrebatamento da Igreja é o cumprimento da promessa que o Senhor Jesus fez. Esse processo se dará quando os santos de todas as épocas desde Adão forem recolhidos da terra através do rapto (sequestro) e irão morar com o seu Senhor por toda a eternidade nos céus.

João 14:1-3

1 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar.
3 E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.



OS SINAIS DA VOLTA DE CRISTO

Para entendermos os sinais da volta de Cristo, precisamos refletir sobre alguns textos bíblicos. Entre muitos, destaco dois que estão em Lucas 17:22-36 e 21:29-33 e outros dois em 1 Timóteo 4:1-5 e 2 Timóteo 3:1-5.

a) Lucas 17:22-36 - Vê-se aqui que a maioria das pessoas não estarão preocupadas com o arrebatamento, como as virgens loucas que estarão dormindo em sono profundo (Rm 13:11) e também por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriarão (Mt 24:1). Outros duvidarão que o arrebatamento um dia possa acontecer (2 Pe 3:3-4). Até mesmo entre os crentes de hoje vemos pouquíssimos preocupados com o arrebatamento, pois nunca nasceram de novo, nunca entenderam a fé que dizem professar. Hoje, os templos se tornaram um ponto de encontro em que podemos rever os amigos nas noites de domingo, cantar, tocar e se divertir. Para muitos a Igreja não passa de um clube social, um local de entretenimento com carteirinha. Muitos se preocupam demais com carro, casa, empresa e celular, esquecendo-se de que para onde iremos nada levaremos (Mt 6:20) e que não podemos servir a Deus e as riquezas ao mesmo tempo (Mt 6:24 / 1 Coríntios 15:19 "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens").

b) Na parábola de Lucas 21:29-33, observamos vários detalhes preciosos que são: (1) olhai para a figueira e para todas as árvores (21:29). Olhar é observar o que acontece no mundo geopolítico. Muitos crentes não leem e nem assistem telejornais, vivendo alienados quanto aos sinais do cumprimento das profecias bíblicas. Note que Daniel sabia que já o tempo do fim do cativeiro se aproximava (Dn 9:1-3); (2) A figueira representa o Estado de Israel. Como fiéis que aguardam o cumprimento da promessa da volta de Cristo, não podemos ignorar o que acontece com Israel; (3) As demais árvores representam todas as nações gentílicas do mundo.

c) "Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão" (Lc 21:30). (1) brotar refere-se a florescer. Antes de um fruto aparecer, primeiro a árvore produz uma flor e desta flor nasce o fruto. Israel estava sem solo pátrio há quase dois mil anos e milagrosamente ressurgiu novamente como nação em 1948 em um dia. A figueira brotou!; (2) Se a figueira brotou, significa que o verão, a colheita, o arrebatamento, o reino Milenial estão próximos.

d) "Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça" (Lc 21:32). (1) Quando Jesus se referiu a “geração”, se referiu as pessoas que viram o Estado de Israel nascer, ou que nasceram junto com Israel em 1948. Não passarão, não se extinguirão sem que presencie o arrebatamento da Igreja. É senso comum que uma geração se refere a um período de cem anos (pode ser mais ou menos, pois não dá para precisar); (2) “Tudo aconteça”, representa o arrebatamento da Igreja e a chegada da grande tribulação e todo o seu desenrolar.

e) Leia estas referencias: 1 Tm 4:1-5; 2 Tm 3:1-5 e 2 Pe 2:13. Um dos maiores sinais da volta de Cristo é a apostasia dos últimos dias. Aparecerão homens amantes de si mesmos, orgulhosos, mais amantes dos deleites do que de Deus, avarentos, fazendo negócio do povo de Deus. Quem de nós ainda não ouviu a expressão “mercado evangélico”? Igrejas ricas, poderosas financeiramente, mas sem a unção de Deus. O tempo em que vivemos não se assemelha com a Igreja de Laodicéia (Ap 3:17)? Estamos na última hora (1 Jo 2:18a).

Obs: É importante observar que os sinais que Jesus deu como referencia aos fariseus se referem ao estabelecimento do Reino de Deus na Terra, ou seja do reino Milenial regido pelo Messias e não do arrebatamento em si da Igreja. Observe: "E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus..." (Lucas 17:20). Se a interpretação estiver correta de que a Igreja não passará a grande tribulação na terra, então ela será tirada da terra sete anos antes da instauração do Reino do Messias. Esta interpretação se baseia no fato de que a partir do capítulo 4 do livro do Apocalipse não se menciona mais a Igreja na terra, pois acredita-se que nesse período ela estará no céu - Apocalipse 4:1 e 19:7,9.


O QUE FAZER PARA SER ARREBATADO

a) Ser um crente fiel e verdadeiro em Jesus Cristo (Sl 15 / Jo 14:21).
b) Ter uma vida de santidade (Hb 12:14 / I Pe 1:15-16).
c) Amar a Deus acima de todas as coisas (Lc 10:27).


O ARREBATAMENTO DA IGREJA PASSO A PASSO

a) Tudo ocorrerá num abrir e fechar de olhos (Lc 17:24).
b) Os anjos tocarão a trombeta avisando os santos do arrebatamento e somente os salvos em Cristo ouvirão soar da trombeta.
c) O Senhor Jesus descerá nas nuvens para se encontrar com a sua Igreja.
d) Os salvos que já morreram serão ressuscitados primeiros.
e) Uma vez ressuscitados, os anjos do Senhor recolherão os santos que ainda estão fisicamente vivos na terra (Mt 24:40-41) junto com os santos ressuscitados.

No arrebatamento seremos transformados em seres imortais e vamos receber um corpo glorioso (I Co 15:51-52). No céu não haverá distinção de cor, raça ou sexo, pois diante de Deus somos todos iguais e espírito não tem sexo (macho ou fêmea) e não se reproduzem.

Estamos no tempo chamado de “dispensação da graça”, por isso caberá ao Espírito Santo reunir e entregar a noiva do Cordeiro, nos ares. Ali veremos Cristo face a face.

Nos ares se dará o julgamento realizado pelo Tribunal de Cristo, o qual julgará as obras dos santos para fins de galardão (recompensa) e não para a condenação, haja vista que já foram arrebatados.

Saiba mais sobre obra, galardão e coroa em Is 40:10 e 1 Co 3:12-15.


TIPOS DE OBRAS:

a) Ouro (Justiça Divina) - A Melhor e mais valiosa obra que alguém pode fazer. Nada vale mais do que o ouro. Suporta o fogo, derrete e depois se torna uma linda jóia desejada por muitos.

b) Prata (Redenção) - Tem grande valor, mas não igual ao ouro, porém tem muita importância, pois é resistente ao fogo e quanto mais quente for a fornalha, mas reluzente a prata fica.

c) Pedras Preciosas (Testemunho Sólido) - São fortes, resistentes, bonitas, desejadas, mas não são de ouro e nem de prata. Porém terá o seu valor reconhecido pelo Senhor.

d) Madeira - Pode ser esculpida para parecer bela, mas não é resistente ao fogo. Pura aparência e enganação, porém não tem valor para Deus. Obra feita apenas para agradar e impressionar o homem.

e) Feno - É um capim guardado seco para servir de alimento para o gado. Se não nutre e nem dar consistência aos bois, quanto mais às ovelhas de Cristo!

f) Palha - Não serve para nada, inútil, é a pior categoria de obra, queima tão rápido que nem para alimentar o fogo serve, pois rapidamente se consumirá. É a obra feita de má vontade e de qualquer maneira.

Obs: Temos sempre que fazer o melhor possível para o Senhor e não fazer para os homens procurando obter recompensas fúteis nesta terra (Mt 6:1 / Jo 5:44). O dono da obra é o Senhor Jesus e ao seu devido tempo nos recompensará.


TIPOS DE COROAS

a) Coroa Incorruptível (A coroa do vitorioso) - E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível (I Co 9:25).

b) Coroa de Justiça ( Coroa dos que aguardam a vinda de Cristo) - Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda (II Tm 4:8).

c) Coroa da Vida (Coroa do Mártir) - Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, qual o Senhor tem prometido aos que o amam (Tg 1:12 / Ap 2:10).

d) Coroa de Glória (Coroa do Pastor ou Mestre) - Não servirão por motivo de ganho desonesto e nem tentarão dominar a herança do Senhor. “E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória” (I Pe 5:4).

e) Coroa da Alegria (Coroa do Ganhador de Almas) - Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados. A coroa do ganhador de almas (Fp 4:1).

Uma vez todos reunidos, galardoados e coroados, Jesus nos levará aos céus e nos apresentará a Deus Pai (Adonai) e ouviremos: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25:34).

Ao entrarmos para as Bodas do Cordeiro, dar-se-á a grande festa que irá durar sete anos numa alegria sem fim para os salvos em Cristo Jesus que não andaram segundo a carne mais segundo o Espírito. Lá não haverá choro, tristeza ou dor e seremos consolados pelo Senhor (Ap 21:4).

No céu iremos encontrar os parentes e amigos que um dia se foram, os quais morreram salvos em Cristo. Veremos Abraão, Isaque, Jacó, todos os profetas e os heróis da fé, os apóstolos de Jesus, Maria, Isabel, Rute, Ester, Ana, Miriã e muitos outros personagens bíblicos.


O QUE É O CÉU

Existem três céus que são: (1) o céu dos homens (atmosfera); (2) o céu dos corpos celestes (Cosmos); (3) o céu dos céus, que é onde está o trono de Deus (2 Co 12:2 / Ne 9:6). Quando a Igreja for arrebatada, ela será levada para o céu dos céus, onde Deus está (Jo 14:1-3), pois é lá que ocorrerá a celebração das Bodas do Cordeiro.

O Céu fica em cima e não em baixo (At 1:9) / 2 Rs 2:11 / 2 Co 12:4), os crentes se conhecerão mutuamente no céu (Lc 16:19-31), as características pessoais serão mantidas (1 Co 13:12) e tudo que em nós falta será completado e tudo que em nós é deficiente será aperfeiçoado. O céu é um alivio para o crente (Ap 14:13 / Fp 1:21,23) e grande será o lucro para quem entrar no céu (Lc 10:20 / Fm 1:23 / Jo 14:3 / 2 Sm 12:23 / Mt 19:28 / Mt 5:4 / Sl 30:5 / Ap 21:4).


O QUE ACONTECERÁ NA TERRA DURANTE AS BODAS DO CORDEIRO

Acontecerão sete anos de grande tribulação e dor. Tempo igual a este nunca mais houve e depois jamais haverá (Dn 12:1 / Jl 2:2 / Mt 24:21). Será tempo de sofrimento extremo em que Satanás estará reinando sobre a terra e demônios perigosos que hoje estão presos no abismo do inferno, serão soltos para exterminar uma terça parte (1/3) dos homens da face da terra.

O Anticristo estará com plenos poderes e será contra o verdadeiro Cristo, o qual proibirá a todos, sob pena de morte de professarem a autêntica fé cristã. Aqueles que não possuírem a marca da “besta” (666) nas mãos ou na testa não poderão comprar ou vender. Porém todos os que receberem a marca da besta, nunca mais poderão entrar no Reino dos Céus.


O REINO MILENIAL DE CRISTO

Ao fim dos sete anos da “grande tribulação”, Cristo e seus santos (os arrebatados) aparecerão no monte das Oliveiras. Naquele dia, Cristo derrotará Satanás com o sopro de sua boca e o aprisionará juntamente com a morte e seus demônios no inferno, então se dará início ao Reino Milenial de Cristo o qual perdurará por mil anos. Será um período de paz e prosperidade qual nunca antes esta terra experimentou. Não haverá enfermidades, nem deformidades, os animais selvagens não atacarão os seres humanos, voltando assim todos os animais carnívoros a comer relva verde. Os homens voltarão a ter a idade das árvores, justiça, paz e prosperidade haverá durante o Reino Milenial de Cristo.


O JUÍZO FINAL

Após o Reino Milenial de Cristo, Satanás será solto e enganará os homens tentando pela última vez obter vitória sobre Cristo. Porém perderá mais uma vez e nesta última batalha será lançado no lago de fogo e enxofre, onde seu destino será selado.

O inferno é apenas uma sala de espera, onde as almas que morrem sem Deus vão para lá, onde aguardarão o juízo final. Segundo a Bíblia, o inferno é uma prisão feita para os demônios e não para o ser humano, mas todos aqueles que rejeitarem a Cristo irão para lá.

Aparecerá nos céus o Grande Trono Branco diante do qual todo o joelho se dobrará e toda a língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Deus estará assentado neste trono e todos os salvos em Cristo estarão lá, vendo a condenação e o castigo recebido pelos ímpios. Diante do trono Branco, todos terão que comparecer: pobres e ricos, grandes e pequenos. O inferno dará os mortos que nele há, o mar dará os mortos que nele há e a terra dará os mortos que nela há. Mas todos os pecadores, desde o primeiro até o último, comparecerão diante de Deus. No Trono Branco, haverá livros e também o livro da Vida. E os mortos serão julgados pelas coisas que estão escritas nos livros, segundo as suas obras, recebendo assim a justa recompensa pelos seus atos.

A Bíblia nos revela que a morte, o inferno, Satanás e seus anjos, serão lançados no lago de fogo e enxofre, acompanhados de todos aqueles que amaram e cometeram a mentira e toda a sorte de impiedade.


NOVOS CÉUS E NOVA TERRA

Durante o Grande Juízo Final (Trono Branco), que ocorrerá nos ares entre o céu e a terra, o planeta terra estará sendo purificado pelo fogo. Pedro relata que os “elementos” ardendo se desfarão por causa do calor abrasador (2 Pe 3:7-10). A terra será purificada de sua imundície e do seu pecado, porém com Deus tudo se renova ele é o Criador de todas as coisas. “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe (Ap 21:1)”. Note que no renascimento da nova terra, o mar não existirá. Isto é para confundir toda a ciência humana que afirma que para existir vida em um planeta, tem de haver água. “E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido” (Ap 21:2).


CONCLUSÃO

Não importa a luta que passamos para entrar no Reino dos Céus, pois sabemos que o ímpio recebe o seu galardão aqui na terra, enquanto o justo receberá o seu galardão nos céus, embora possa ser recompensado pelo Senhor, ainda nesta vida. Porém acumular riquezas nesta terra não deve ser objetivo de vida. O importante é reconhecermos que estamos de passagem por esta terra e que tudo o que fazemos ou que deixamos de fazer, iremos prestar contas a um que á maior e mais poderoso do que nós e que é Senhor de Tudo.

“Eis que venho sem demora; guarda que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3:11).

O amor, a paz e o perdão

Nesta lição iremos aprender sobre três princípios básicos que um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo deve observar: o amor, a paz e o perdão.

1) O amor (I Co 13).

Alguns dicionários definem o amor como a inclinação da alma e do coração. Sabemos que existem três (3) tipos de amor:

Amor Eros - É o amor carnal entre o homem e a mulher (Ct 8:6).
Amor Philos - É o amor fraterno e de pai pra filho (I Sm 20:17).
Amor Agape - É o amor de Deus para com o homem (I Jo 4:8).

Segundo o dicionário Aulete Digital, o amor é: (1) Sentimento que faz alguém querer o bem de outrem ou de alguma coisa; (2) Afeto profundo, devoção de uma pessoa a outra.

O amor é a maior característica da vida cristã (I Co 13:13). O cristão deve viver o amor em seu mais elevado grau, em nível de excelência, amando a Deus e ao próximo como Cristo nos amou. Quem não ama não conhece a Deus (I Jo 4:8).

Na Lei de Moisés, foi ensinado que deveríamos amar o próximo como a nós mesmos (Lv 19:18). Mas Jesus revogou esta lei com um novo mandamento sobre o amor: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos amei” (Jo 13:34 / Mt 5:43-45) - Jesus elevou em muito o grau de dificuldade da lei do amor.

O amor nasce e emana do coração de Deus. Ter a Deus é ter a plenitude do amor em nosso coração. A maior prova de amor foi dada por Deus quando enviou o seu Filho Jesus a morrer por nós sendo nós ainda pecadores (Rm 5:8). Se quisermos entrar nos céus, temos que amar os nossos irmãos e até mesmo os nossos inimigos (Mt 5:43-48) e se você não consegue amar, peça ao Espírito de Deus que ele derrama o amor no teu coração (Rm 5:5).

Meditação: Jr 31:3 / Dt 7:7-8 / Jo 3:16 / Mt 22:37-39 / Jo 14:15 / Ef 5:2 / I Jo 3:16

2) A paz (Jo 14.27a)

A palavra paz vem do Latim “pace” que pode ser entendida como um estado de um país que não está em guerra; tranquilidade pública; cessação de hostilidades; serenidade de espírito; boa harmonia; sossego; conciliação; concórdia; união; silêncio.

A paz que Cristo dar incorpora todas estas expressões como também algo difícil ao entendimento humano que é a paz em meio à guerra. Quem tem a paz de Cristo, pode estar em meio a uma poderosa guerra, mas ele tem paz de espírito, paz interior. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 14:27).

A Bíblia nos ensina que Cristo é o “Príncipe da Paz” (Is 9:6) e que quando o aceitamos como nosso Senhor e Salvador, ele faz do nosso coração a sua morada (Jo 14:23). Se o Príncipe da Paz mora em nosso coração temos paz verdadeira e não é a paz que o mundo tem ou que pode oferecer. É uma paz que se manifesta 24 horas na nossa vida diária, quando lançamos sobre ele todas as nossas ansiedades e ele cuida de nós (I Pd 5:7). Podemos descansar em Deus, até mesmo nos momentos mais difíceis de nossas vidas, pois sabemos que ele está no controle (Sl 23:4). Na vida do crente as coisas acontecem somente de duas maneiras: ou Deus ordena ou Deus permite.

A preocupação não vem de Deus. Quando nos preocuparmos, estamos dizendo com as nossas ações ao Senhor que não acreditamos que ele vá operar o milagre, proteger ou suprir as nossas necessidades e isso entristece ao Espírito de Deus. O crente tem uma arma importante contra a ansiedade, a preocupação e a depressão que é a oração. Então vá orar irmão!

Aqui vão alguns exemplos de homens e mulheres que nos momentos mais difíceis de suas vidas resolveram confiar em Deus:

Daniel - O capítulo 2, mostra que Daniel corria risco de morte, se o impossível não acontecesse. Daniel não se apavorou, ele orou e Deus lhe deu vitória.

Noé (Gn 6 e 7) - Imagine quantas ofensas e piadas, Noé ouviu ao construir uma arca, sob a ordem de Deus, já que naquele tempo não chovia? Mas ele teve tranquilidade, teve paz interior para fazer o que Deus esperava dele.

O apóstolo João - Mesmo sendo torturado e jogado em uma ilha para morrer, conseguiu ter comunhão com o Criador, receber visões celestiais (O Apocalipse) e ainda escrever cartas as Igrejas da Ásia.

Muitas pessoas correm atrás das bênçãos de Jesus, quando o correto é correr atrás do Jesus das bênçãos. Se Jesus está conosco, então ele nos abastecerá da sua paz. “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” Sm 23:1.

3) O perdão (Mt 5.37-48)

Segundo o Dicionário de Almeida (DBA), o perdão é o “Abandono de ressentimento e de desejo de vingança em relação a um ofensor”. Para que o perdão seja completo, o ofensor deve confessar-se arrependido, dispondo-se a reparar a falta cometida. O resultado do perdão é o restabelecimento da amizade entre as partes. Deus perdoa os nossos pecados porque Jesus pagou por eles (Cl 1:14; 3:13). E Deus nos perdoa à medida que nós perdoamos os que nos ofendem (Mt 6:12,14-15)”.

Outrora, quando éramos o velho homem, vivíamos em uma vida de pecado que entristecia ao nosso Criador. Porem quando ele nos reconciliou, nos liberou o seu perdão (Hb 8:12), nos mostrando que da mesma forma em que Deus perdoou todas as nossas ofensas, devemos perdoar todas as ofensas contra nós.

O nosso coração é o templo, a morada do Altíssimo. Então não deve haver em nosso coração, tais coisas como o ódio (Pv 10:12), desejo de vingança (Dt 32:35) e/ou raiz de amargura (Hb 12:15).

Existem feridas que aos nossos olhos são incuráveis, mas maiores foram os nossos pecados para com Deus e ele nos perdoou, então libere o perdão em nome de Jesus. Lá no céu não haverá mágoas ou feridas não curadas. O Senhor enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, não iremos passar uma eternidade remoendo o que passou. A salvação está condicionada ao perdão!

Em Mateus 18:21-22, Pedro pergunta a Jesus se deveria perdoar a seu irmão até sete vezes. Mas Jesus lhe corrige dizendo que deveria perdoar não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete (70x7=490). Isso quer dizer apenas uma coisa: que devemos perdoar “continuamente” sem se importar com a quantidade.

Reflita: Ap 21:1-8 / Fp 3:13-14 / Mt 18:21-35 / I Jo 2:9 / I Jo 3:10,14 e 18